15 de abr de 2010

O PERIGO DA MENTE DESOCUPADA


A Bíblia fala sobre um homem que tem uma história fantástica, o único que as Sagradas Escrituras definem como o homem segundo o coração de Deus: Davi (Atos 13.22). Após ser ungido por Samuel para ser o rei substituto sobre Israel, o oitavo filho de Jessé, um rapaz na época, ganhou notoriedade ao matar o gigante filisteu, Golias, que tinha quase três metros de altura.
Ao suceder o reinado de Saul, Davi tornou-se um rei popular, pois era guerreiro, trabalhador, estratégico, inteligente e próspero. Sua liderança mudou a realidade dos israelitas. Ele expandiu os territórios sobre os quais governou, trouxe prospe¬ridade para Israel e transferiu a capital de Hebrom para Jerusalém, após conquistá-la. Além disso, tornou a nova capital o centro de adoração dos israelitas ao resgatar a Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus que guardava a tábua dos Dez Mandamentos, que havia sido roubada pelos filisteus.
Contudo, em uma parte da vida de Davi, perce¬bemos o perigo da mente desocupada, o que levou aquele homem a cometer adultério e homicídio. Em 2 Samuel 11, a Bíblia relata que, na época em que os reis saíam para a guerra, Davi ficou em casa em vez de ir adiante do seu exército na batalha. No seu lugar, o rei enviou Joabe e seus servos para que lutassem contra os filhos de Amom e dominasse a cidade de Rabá. Esta seria mais uma de suas guerras para consolidar seu reino, derrotar os inimigos e diminuir as ameaças de luta contra Israel.
O palácio de Davi ficava em uma colina, de onde ele via o restante da cidade. Daquela elevada posição podia olhar e ver o quintal de outras moradias. Em uma tarde, desassossegado, o rei levantou-se e foi até o terraço da casa real para relaxar. Naquele momento, ele presenciou o inesperado: uma mulher de beleza física in¬contestável estava nua, tomando banho.
O rei não resistiu à tentação — apesar de ele haver tido um harém de quase 40 mulheres. Logo perguntou quem era aquela mulher. Era Bate-Seba, esposa de Urias, um dos principais guerreiros de confiança de Davi.
Mesmo assim, Davi não perdeu tempo. Mandou que seus mensageiros a trouxessem e deitou-se com ela, sem medir as conseqüências. Após saber que aquela mulher ficou grávida, tratou de arquitetar a morte do marido dela. Foi, então, que ordenou a Joabe que colocasse Urias na frente da maior força de batalha para que ele fosse morto. E assim foi feito. Logo o rei recebeu a notícia de que seu plano havia dado certo (2 Samuel 11.14-24). Após Bate-Seba passar pelo período de luto, Davi a recolheu em seu palácio e deitou-se com ela, com quem teve um filho, Salomão.
O comportamento de Davi pareceu mal aos olhos do Senhor (2 Samuel 11.27). Um ato que foi ali¬mentado e surgiu a partir de uma mente desocupada, quando o rei resolveu ficar em casa em vez de estar cumprindo com suas responsabilidades e obrigações. Já ouviu aquele ditado: mente vazia, oficina do diabo? O pecado é concebido na mente. Como diz Tiago 1.15: havendo a concupiscência concebido, dá a luz o pe¬cado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
A má concupiscência teve domínio sobre a vontade de Davi, pois ele permitiu que a mesma tivesse pleno curso na sua vida, fecundando o pecado. E o erro desse homem que era segundo o coração de Deus serve como advertência a todos os cristãos: Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia (1 Coríntios 10.12).
Assim como aconteceu com Davi, pode ocorrer com os cristãos nos dias de hoje. Aqueles que vivem desocupados estão suscetíveis a cometer atitudes que desagradam ao Senhor. Isto é bem comum entre os que passam horas assistindo à televisão ou navegando na internet, pois acabam vendo coisas impróprias ao cristão. Sem contar os bombardeios que sofremos na sociedade por meio da mídia para nos convencer a comprar uma idéia ou a adquirir algo, sendo in¬fluenciados por mensagens subliminares e conceitos distorcidos sobre a vida.
Tal realidade nos convoca a ter senso crítico e a filtrar o que está indo para a nossa mente, a fim de que possamos pensar com qualidade. Isto não significa ser infalível, mas sim, encarar a vida do ponto de vista do Senhor, levando em consideração os desejos e valores divinos. Ocupe a mente com pensamentos inspirados pelo Espírito Santo e não pelos atrativos visuais e os apelos de marketing do mundo. Busque entender a santidade de Deus e a maledicência do pecado.

Trecho do livro do Pr Silas Malafaia " Atitudes Certas Diante das Adversidades"

5 de abr de 2010

AS DUAS FASES DA VINDA DE CRISTO


Consideramos o fato das duas fases da vida de Cristo como a chave que é necessária para destrancar o sentido de muitas passagens da Escritura. Sem um reconhecimento deste fato as passagens que tratam deste grande evento são confusas.

I. AS DUAS FASES CONTRASTADAS

1. A primeira fase será no ar (1 Tess. 4:15-17); a segunda será para ser na terra (Zac. 14:4).

2. A primeira fase de Sua vinda será para o Seu povo (Mat. 25:6-10; João 14:2); a segunda fase será com o Seu povo (Judas 14; Apoc. 17:14).

3. A primeira fase será Sua vinda como um noivo (Mat. 25:6-10); a segunda fase será Sua vinda como um rei para julgar e reinar (Sal. 96:13; Zac. 14:9; Mat. 25:31; Apoc. 19:15; 20:4).

4. Na primeira fase os justos serão tirados dentre os ímpios (Mat. 25:6-10; 1 Tess. 4:15,17); na segunda fase os ímpios serão tirados dentre os justos (Mat. 13:40-42).

5. Na primeira fase os justos na terra encontrarão o Senhor no ar para irem para o céu com Ele (1 Tess. 4:17; João 14:2); na segunda fase eles simplesmente entram no reino aqui na terra (Mat. 13:43; 25:34).

6. Na primeira fase os incrédulos são meramente deixados na terra (Mat. 25:10-12); na segunda fase eles são destruídos e lançados no fogo eterno (Mat. 25:41,46).

7. Em conexão com a primeira fase haverá uma ressurreição dos justos (1 Tess. 4:15-17); em conexão com a segunda fase não haverá ressurreição específica (Mat. 25:31-46).

8. A primeira fase está sempre iminente (Marcos 13:35,36; Tiago 5:8; Apoc. 22:12); a segunda fase é para ser precedida de certas coisas definitas (Mat. 24:14-29; 2 Tess. 2:1-8).

II. AS DUAS FASES SEPARADAS QUANTO AO TEMPO

Mesmo uma consideração casual dos contrastes antecedentes mostra que as duas fases da vinda de Cristo não podem ocorrer simultaneamente ou em conexão aproximada. Mas notai estas evidências específicas que um período de tempo intervirá entre elas:

1. Desde que na primeira fase os justos serão tirados dentre os ímpios e na segunda os ímpios serão tirados dentre os justos , é impossível que as duas fases ocorram em conexão aproximada. Todos os justos serão retirados na primeira fase; logo, deve haver tempo suficiente entre a primeira e a segunda fase para alguém ser salvo.

2. Desde que na primeira fase de Cristo é para receber os Seus discípulos nas muitas mansões preparadas para eles no céu (João 14:2) e na segunda fase os justos na terra são para entrarem no reino sobre a terra , é outra vez impossível que ambas as fases ocorram em conexão aproximada. Os que entram no reino na segunda fase devem ser salvos na primeira fase.

3. Desde que a primeira fase ocorra em qualquer tempo (tanto quanto o homem sabe) e a segunda fase deve ser precedida de eventos específicos (vide § 8 acima), elas não podem ocorrer em conexão aproximada. Uma é iminente, a outra não. Logo, uma deve estar bem longe da outra.

4. Deve haver tempo suficiente entre as duas fases para que o Homem do Pecado (2 Tess. 2:3) seja revelado e corra o seu curso. Ele não pode ser revelado até que o empecilho será removido do caminho (2 Tess. 2:6,7). O empecilho é o Espírito Santo residindo em toda a pessoa salva (1 Cor. 6:19). Que o Espírito Santo é o empecilho está provado pelo pronome pessoal que a Ele se aplica e também de duas maneiras pelo processo de eliminação. A única outra teoria digna de se considerar, e que tem sido adiantada, é que o governo romano era o empecilho; mas o governo romano foi tirado do caminho há uns quinze séculos e o Homem do Pecado ainda não foi revelado. Mas ainda, o governo romano não podia impedir a revelação de semelhante ser, como ele é representado, mas antes contribuiria para sua revelação. A remoção do caminho do Espírito Santo realizar-se-á quando Cristo tirar o Seu povo da terra, que será na primeira fase de Sua vinda. Tempo suficiente deve transcorrer, portanto, entre a primeira e a segunda fase para este monstro correr seu curso, porquanto ele é para ser destruído na segunda fase (2 Tess. 2:8).

5. Também deve haver tempo suficiente entre as duas fases para todos os eventos recordados em Apoc. 7 a 19. Esta seção da Escritura devera incluir o capítulo seis também, sem dúvida, mas podemos estar certos de que ela deve começar com o capítulo sete, pois que no capítulo sete temos a selagem dos servos de Deus na terra e só os judeus são selados. Isto mostra que a primeira fase da vinda de Cristo já teve logar; porque, doutra maneira, certamente estariam alguns gentios servos de Deus na terra. Os cento e quatro mil judeus mencionados como sendo selados neste capítulo são evidentemente aqueles que serão salvos imediatamente depois do aparecimento de Cristo no ar. E então, para confirmar esta idéia seguindo-se imediatamente o relato da selagem desses judeus, temos a multidão inumerável no céu (Apoc. 7:9). Estes, manifestamente, são aqueles que foram levantados da terra no aparecimento de Cristo no ar.

Então a segunda fase da vinda de Cristo não aparece até atingirmos o capítulo 19 e há toda evidência de uma ordem cronológica geral. Assim os eventos dos capítulos do meio são para terem logar durante o ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo.

Nossos oponentes escarnecem da idéia de um período de tempo entre as duas fases da vinda de Cristo. Dizem que ensinamos que haverá duas vindas em vez de uma. Podem chamá-la o que quiserem. O Novo Testamento fala só de uma vinda, mas claramente revela que esta uma vinda consistirá de duas fases, separadas por um período de tempo. Preferimos crer o que ele ensina, desatendendo as perversões deles.

III. A PRIMEIRA FASE DA VINDA DE CRISTO É IMINENTE

Mostramos agora que a vinda de Cristo é para consistir de duas fases e que estas fases são para se separarem por um período de tempo. Aqui nos encarregamos de provar que a primeira fase de Sua vinda é iminente. Notai que não estamos tentando provar que a vinda de Cristo para o julgamento e o reino é iminente. Tanto quanto sabemos, todas as profecias não cumpridas referentes a esta época (e há muitas), sem violência a elas ou a quaisquer outras Escrituras, podem ser cumpridas no ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo; mas não sabemos de nenhuma profecia que se deva cumprir antes de Cristo vir para Sua noiva.

Webster define a palavra iminente como significando "ameaçando de ocorrer imediatamente; à mão; impendente". Sustentamos que este é exatamente o modo que Deus ensinou na Sua Palavra, que os crentes deveriam considerar a vinda do seu Senhor para recebê-los para Si mesmo. A Escritura ensina que este evento está sempre "à mão" e que os crentes, portanto, deveriam estar sempre na atitude de vigilante expectativa. Notai as seguintes passagens:

1. Marcos 13:35,36 "Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem, se à tarde, se à meia noite, se ao cantar do galo, se pela, manhã, para que não venha de improviso e vos ache dormindo."

Thayer diz que o sentido de vigiar, nesta e parecidas passagens, é tomar cuidado, "sob a pena de por negligencia e indolência alguma calamidade destrutiva assaltar alguém." . Pode haver qualquer razão consciente para vigiar para um evento, a menos que, tanto quanto sabemos, aconteça agora?.

2. Tiago 5:8 ? "Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor apropinqua-se".

A palavra grega para "está próxima" está no tempo mais que perfeito e quer dizer, segundo Thayer, "chegou perto, está à mão". Uma forma parecida da mesma palavra está dito por Thayer era usada "concernente coisas iminentes e prestes a acontecer". O verbo na passagem acima está traduzido "está a mão" nove vezes na versão do Rei Tiago. Mat. 26:46 fornece um bom exemplo do seu uso.

3. Apocalipse 22:12 "Eis que venho presto e o meu galardão está comigo para dar a todo homem segundo for sua obra".

A palavra na passagem para rapidamente não significa repentinamente, como alguns a teriam, mas quer dizer "destro, expeditamente, sem demora" (Thayer). Boas mostras do seu uso podem ser achadas em Mat. 5:25; 28:7,8; Marc. 16:8; João 11:29. Na passagem supra à vinda de Cristo está falada como Deus a vê: mil anos são como um dia com Deus (1 Ped. 3:8). E está assim representada que o tempo dela pode ser incerto a crentes. Tanto quanto eles sabem, ela pode ocorrer a qualquer momento; logo, para eles é sempre iminente.

Muitas passagens mostram o valor prático de uma crença na vinda iminente de Cristo. Proeminente entre elas está Tiago 5:8, como dada acima. Esta passagem mostra que uma crença na vinda de Cristo é um incentivo à paciência e fortaleza no meio de sofrimento e aflições.


Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.

Fonte: Vivendo da fé